quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Há mais bandas que público...

Durante um concerto, uma epifania atingiu-me a cabeça. Foi um pé durante o moche. Assim fiquei imobilizado enquanto a paisagem anarquista desenhava-se num contorno móbrido e suado e bastante filho da puta.

Reparei que… haviam demasiados fotógrafos… demasiados artistas... demasiados putos... e as bandas naquela noite nunca mais acabavam… queria era dormir fodasse!!!

Sabe-se que há jovens que querem s

er inseridos a todo o custo num grupo. Observam a forma, e moldam-se nessa mesma forma. Ora vejamos por exemplo os “góticos”, e quando digo góticos, não me refiro ao estilo dos “the cure”, mas gótico do tipo “sinto-me não sei o quê, e vou po cemité

rio tirar umas fotos para pôr no meu facebook”… para não falar das rendinhas exageradas só porque fica bem. Neste estilo, há muita xavalada que lá tem que ler Fernando Pessoa e Florbela Espanca porque conhecem pessoal adulto que disseram que isso é bom, e ao interpretarem que “É Fixe”, toca a ir á Fnac arranjar umas composições literárias para serem inseridos num grupo, usando os livros como escudo e não como veiculo para melhorar a pessoa, que sendo pseudo-intelectual, não estão inseridos no grupo de expressão artitistica que poderia ser definido como gótico… não perceberam o que eu disse? São góticos! eheh


Ora… poderia alguém escrever um MANUAL: COMO SER GÓTICO. Existem umas regras muito simples, mas enfim, só seriam uma forma e não uma essência. Mas vendo o guia rápido de transformação gótica temos alguns itens a cumprir:

- Estilo de roupa. – Ok, isto está muito batido e sabido. Não digo mal algum, aliás, tirando o cyber, é o meu preferido, isto é o que mais gosto de ver numa mulher. Melhor que esse estilo numa mulher… só nua mesmo

! Vestir roupa escura com altas bootarras, combinar sempre com roxo e vermelho normalmente nunca cai mal, meia mamoca á mostra, ou pelo menos o rego das mamas, cabelos escuros belos e voilá… granda mulher!!!! Existem exemplares muito belos, mas infelizmente, muita beleza é só

no rego… por dentro nada… (como pode acontecer em qualquer estilo).

Quanto aos homens… ok… basta ver o matrix… copy paste + cabelos compridos se possível, botas largas, compridas, e quanto a pintar unhas de preto… se a mim até nas mulheres, qualquer cor faz confusão… nos homens..puta pariu a bixanisse…


Ok… como diria o outro: “anphetamines for boys and crucifixes for ladies”: traduzindo para o assunto: meninos leêm Fernando Pessoa, meninas leêm Florbela espanca”.

Tenho grandes amigos apreciadores destes leitores e sabem do que leêm, não estou obviamente a criticar quem os lê, se bem que eu sou o epíteto, pois acho que sou a reencarnação de Fernando pessoa… ok… a serio... chega-se a um ponto, que se gosta de alguns escritores modelo, só porque é fixe e fica bem. Bem… sempre é melhor que andarem metidos na droga… pois já há pouca…


- Rede Social – Há que ter um facebook, hi5 ou myspace dedicado ao culto da pessoa. O perfil deve ser escuro e carregado. De preferência com umas cruzinhas… whatever… não vou explorar isto… não vale a pena o esforço… perceberam não perceberam?




-Ter uma banda! Convém ter uma banda. Fica bem, as miúdas gostam e é fixe! Tirem fotos com uma posição de mauzões e é mais uma no mar de artista a florescer... AH!!! NÃO ESQUECER QUE É PRECISO FAZER MÚSICA... OU ALGO PARECIDO... Falta inspiração? Não se preocupem! Façam como os vossos amigos: copiem-nos! Falei de PSEUDO góticos como posso falar de qualquer um… falei de música como falei de outra arte qualquer.

Arte não passa de uma expressão da personalidade da pessoa.

Uma expressão seja meramente oral, até ao uso de utensílios complexos. A própria determinação humana em explorar o próprio corpo e mente, e vários tipos de ferramentas, faz com que, para além do uso comum, existam aqueles que exageram positivamente no uso, executando aquilo que chamamos arte… por outras palavras… agora qualquer filho da puta é artista!

Abandona-se a mera expressão plástica quando ao uso de ferramentas se mistura o prazer, a Visão, um objectivo e o prazer de agradarmo-nos a nós próprios e aos outros também. Aqueles que se manifestam só para dizerem que existem… só existem…

Comparo esta malta àqueles pomares do “modern biotech”. Um investidor quando chega a um pomar, afirma veemente que quer os frutos grandes e vistosos. O agricultor insere as hormonas e voila!!! Temos maçãs grandes e bonitas já amanhã. Mas ao trincar… sabem a água… uma maçã para ter o sabor doce, exige tempo a crescer, tudo tem o seu tempo para se formar. Com qualquer arte é o mesmo. Ao olhar para certos trabalhos… não há distinção… algo muito…. Hummm… só água…

Em relação á música, ora bem, hou

ve um surto de bandas na altura dos papa roach. Pelo menos foi quando senti um surto. Ao ouvir as bandas, perdeu-se aquela sensação de dominar o mundo e ser-se o melhor, querer mandar á merda todo o povinho ou ter vontade de aprender a tocar um instrumento e deliciarm

o-nos com melodia.


EU SOU DO TEMPO EM QUE A MTV PASSAVA MÚSICA!!! Simplesmente deixou-se de sentir aquela coisa doce dentro da cabeça… começou a ser muito raro encontrar banda que tivesse arte. Perdeu-se a alma. Porquê? Porque muitos indivíduos decidiram plastificar a musica. Imitaram imitações, quiseram fundar o seu próprio estilo, guerrinhas de bandas, houve uma diarreia musical, existem muitos pseudo-músicos onde todos podem tocar, mas nem todos nos tocam. Há gente que tem de perceber que pelo facto de saber uns acordes, não significa que as

pessoas estejam

dispostas a ouvi-los! É entediante ver certas pessoas que sabem tocar musica… tocarem musica! Acrescento que é entediante ouvir estas pessoas que simplesmente não inovam, são capazes de dizer que é impossível haver ino

vação na musica, capazes de falarem como se fossem a

rtistas internacionais quando nada têm gravado. As bandas limitam-se a copiarem-se umas às outras, inventando nomes aos estilos,mantendo vazia a ligação entre a expressão artística e o conteúdo, tornando a experiencia algo vazia, mesmo para os pequenos fãs que vão a concertos só para procurarem cerveja e umas mamas a abanarem no meio da multidão.

Uma das razões deste surto de bandas foi a disponibilidade de instrumentos, internet/televisão. A televisão lançou as primeiras sementes, os miúdos copiavam-se u

ns aos outros e a internet permitiu que se expandissem, acabando por ser também um veículo inseminador como a televisão foi no final da década passada. Ter uma banda é como ter um produto, caso queiramos que esta tenha sucesso e seja fonte de rendimento. Deve ser estudado marketng, inovar o produto ou então, inovar a forma como se apresenta este produto. A imagi

nação é o que dita como apresentar, caso não haja dinheiro para grandes extravagâncias ou não haja vontade e visão de ter uma banda como um investimento sério.

Muitos têm noção da necessidade de investimento para ter uma banda, gastam dinheiro em bom material, mas falta aquela diversão por parte dos artistas. Muitos putos vão para um ensaio como se fosse um trabalho, algo rígido, repetem vezes sem conta uma música só por causa de uma nota que não ficou bem, desgastam-se e tornam um ensaio em algo enfadonho, sem

piada, super chato, acabando por transformar a musica deles em algo técnico, num simples encadeamento de notas, sem diversão… enfim… mais um som para juntar aos milhares que saem por dia na internet… se os próprios músicos não sentem o êxtase, é impossível o publico senti-lo. Um doutor fala como um doutor quando tem

conhecimentos para tal, experiencia para isso, nunca ninguém deve falar como um “doutor” só porque viu alguém a falar e isso fica até fica bem. Simplesmente há bandas que são um desperdício de watts… confeço… sou um desperdissio de letraz… pur aqui não podem atacar-me… :p


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BROCA

Dedicado a um futuro lugar, que a "criação" de muitos, poderá salvar.
Dedicado aos meus amigos do "club privado":
Dedicado ao recital BROCA.

BROCA


Fumei uma granda broca aqui neste lugar,
Era tão grande a puta que era difícil de agarrar,
Era tão grande a puta, que só um tripé para suportar
Um tripé dos telescópios, que em pequeno queria ter,
E foi a fumar aquela merda, que estrelas fiquei a ver.

Faziam fila para a fumar, esta malta atordoada,
Até se tirava um ticket para apanhar a brodoada
Cada passa que eu dava, ouvia trovoada
Entretanto dei um peido, a cueca ficou cagada

Estes gajos fumam desta merda, Como quem respira ar
Dão duas três passas, ninguém lhes pode parar,
Quando roda outra vez, já ouço risos e gemidos
Estes caralhos, estão com a moca, estão todos fodidos...

Perdoai senhor, pois sou pecador
mas quero desta merda, quando ao inferno for
quero um maior, mais largo e mais comprido
feito com ganza da boa, que me meta mais fodido (ou, “e que esteja bem, no teu cú metido”).

Era pegar numa puta, numa puta da boa,
Espetar-lhe a merda da broca, á maluka, á toa
Ela de quatro, com a tocha no cú, toda acessa e’abanar,
Dava-lhe também umas passas á boca, e já sabem como ia acabar…

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Prova que o amor não existe. O amor mede-se ao litro?

Prova que o amor não existe. O amor mede-se ao litro?

Pensavam que eu tinha morrido? Ahahaha matar-me é fodido! Estou de volta e com a piça mais rija que o costume!! Passou-se mais um dia dos namorados. Coisa linda. Até há um dia de pretexto para fazer amor… por falar em fodas… debrucei-me sobre uma xaxada que venho discutir há uns tempos com a malta: venho provar que o amor não existe!

Recentemente estive a ver um filmezinho onde uma sereia foi lançada ao mundo para provar ao seu pai que amor existia. PUTA QUE HADE PARIR A XAXADA DE FILME. Sereias não existem! E se existissem não sei porquê tanto alarido com akelas putas com rabo de peixe. Aquelas merdas nem cona têm. Foder debaixo de água é uma foda do caralho. E homem que é homem não gosta de peixe… fodasse… a melhor parte da mulher (o cú e cona) tinha de ser a parte que fica peixe! Enfim…. Tal como as sereias são ficção, o amor também o é. Por isso bem ela metia o “rabo entre as pernas” pois provaria nada…

Cientificamente podemos quantificar tudo. Até o ar. Existem sete unidades básicas de medição, o segundo para o tempo, a mol para os átomos, candella para a luz, volt para a tensão eléctrica e por aí fora…. Tudo pode ser medido, desde que exista… mas o amor? Hum eu estive convencido estes anos todos que o amor existia. Não por experiencia directa mas porque via em filmes etc etc etc. mas o filme patético da sereia fez-me pensar. “como posso provar que o amor existe?”, tanto pensei que cheguei a uma conclusão cientificamente válida: “O amor não é quantificável… logo não existe.”

Mas então porque muitos atrasados continuam com musiquinhas e historinhas sobre essa falsidade induzida na cabeça das pessoas? A resposta é simples: porque são mesmo atrasados.

Uma discussão recente sobre este assunto acendeu com uma rapariga. Disse ela para a tomar como exemplo. Eu pedi para que não usasse como exemplo. Podem ser chocantes algumas afirmações eheheh eu falei que a minha opinião sobre as relações humanas é nada mais baseada naquilo que vejo no dia a dia. Um homem e uma mulher conhecem-se, até podem manter monogamia durante um tempo mas depois... o interesse desaparece! Sempre vi isso! É como disse antes, a partir daí é uma batalha, uma guerra. Todos os dias a lutar pelo mesmo. Na minha opinião, essa batalha é insustentável, rídicula e acima de tudo anti-natural!!!

A religião sempre tentou impor as suas regras: um par homem-mulher, mas a natureza não funciona assim. A natureza manifesta-se sempre. ACHO RIDICULO QUANDO VEM UMA PESSOA DIZER QUE, COM ELA VAI SER DIFERENTE. Durante milhares de anos de existência o instinto foi sempre o mesmo: FODER, e agora há alguém que vai mudar? É verdade que uma relação pode durar muito, mas é uma batalha desnecessária e contra o código instintivo. Por isso… durante a história e o dia a dia vemos traições, desinteresses, novas conquistas, guerras etc etc etc… porque somos humanos!

E como somos humanos temos algo mais que os animais: um raciocínio elaborado. Tão elaborado que faz filmes de coisas desnecessárias. Desenecessárias como esse tal coiso: o amor. Essa rapariga disse que eu amo de certeza mais que uma pessoa em relação ao cão. Ou vice-versa… depende da pessoa, depende do “amor”… como posso amar uma pessoa até um ponto, já é quantificável, se amo uma criatura mais que outra… torna o amor quantificável… será assim?

Bem… vamos la ver. Alguém de família. Amamos mais que um animal? Caso tudo corra bem com essa pessoa e com o animal claro. Existem um conjunto de instruções ligadas a uma pessoa: proteger, cuidar, estar com ela. Enfim, instruções instintivas que criam uma comunidade, e qual o propósito? Manter a coesão dos elementos de uma espécie numa comunidade… e ser possível procriar. Aumentar o numero de elementos de uma espécie! Tudo se resume a isso… numero de elementos! O maior!! Basta reparar noutros animais…

Quando passamos algum tempo com uma pessoa e gostamos dela, é natural que tenhamos medo de a perder. Mas isso faz parte dessas instruções de comunidade. Somos máquinas biológicas e tentamos sempre fazer da figura humana uma criatura que tem um sentimento que move montanhas. Até agora vi foi pessoas a levarem com montanhas na tromba e não o contrário. Enfim… o ódio… é quantificável? Não há unidade para o medir. É uma reacção a uma adversão do meio. Uma pessoa com ele ferve. Juntando á raiva, torna-se excitante, estimulante, faz-nos sentir bem, sentir senhores do universo, enfim…. Por isso nações inteiras odeiam-se… porque isso é BOM. Sabe bem. Eu admito. Voçês admitem? Poderia dizer que o ódio quantifica-se pelo número de bombas que se largam, e o amor quantifica-se pelo número de fodas que se dámas vamos ver… de todas as fodas que dei, elas foram mecânicas, é como beber água para satisfazer a sede, e nunca armei bombas na minha cave... pois não tenho cave. Por isso, no meu universo o amor não é quantificável bem com o ódio. Ambos não existem. Apenas existem as acções consequentes a linhas instintivas e bem definidas, e como não encontramos forma de as definir, usamos conceitos muito vagos como amor/ódio. Eu teimei em deixar clara a definição de ódio pois…. Essa é de todas a mais real, a que fica em nós, pois todas as acções que me definiram excitação, entusiasmo, enquandra-se no ódio, na raiva. Dizer que o amor existe é tão ridículo como dizer “eu amo-te” após o primeiro encontro. Pelo menos é tão real quanto isso. A única vez e última que disse isso, foi pró frete, pois estava a ver que a puta da xaga não fodia comigo enquanto não o dizia.

Os animais preocupam-se com os outros, com os filhos, com os seus semelhantes porque assim o cérebro diz. É como uma obrigação a que não escapamos. Um casal diz amar-se porque há linhas de código escritas na mente que ditam que deve-se cuidar um do outro… devem foder, por isso aproximam, paixão, quando esta acaba… amor… isto é…. Um conceito lacto que nem tem definição…. Não há definição do porquê andarem juntos.

Amor não passa de um conjunto de substâncias no cérebro, nomeadamente oxitocina em conjunto com endorfina, dopamina etc, bem como o ódio e raiva também têm a mesma natureza. Logo, podemos quantificar o amor em dcl.. consequentemente, em litros, logo, se o amor é quantificável, é ao litro?… Não! Não é o amor, é apenas um conjunto de substâncias químicas na cabeça… existe nenhuma magia. É isso que nos resumimos! Máquinas biológicas!

Enfim, é a minha opinião, e a de milhões. Sejamos honestos meus conas de merda… este texto é o que melhor define o mundo de hoje não? Eheheheeheh

Se o amor existisse, esse sentimento mágico e de união, e não falo entre um casal, acho que seria mais confortável respirar ar. Vejo por todo o lado pessoas que acham normal ignorarmos os problemas. Torna-se fácil fechar os olhos a uma pessoa que peça esmola. Torna-se fácil e normal ver na TV pessoas a passarem fome. Torna-se normal fazer uma rotina de levantar, trabalhar, comer, tomar banho e dormir, sem dar um único abraço. Torna-se normal rejeitarmos as pessoas ao lado para termos espaços para nós mesmos porque as coisas correm mal e não sabemos porquê. A solidão acaba por ser uma companhia, a apatia torna-se uma companhia. O mundo está doente. E se nós fossemos essas criaturas mágicas com “amor”… o amor não deveria ser uma defnição para só para o acto de FODER! Pois é isso mesmo que resume-se o ser humano. A definição de amor, deveria estender-se a outros bens. E qando digo "deveria" digo pa fazer, e não dizer num discurso ao estilo Miss Universo. lol as coisas deveriam ser mais ao estilo “To protect and serve”.

Ainda vêm chapar-me á cara que há vários niveris de amor? Se não conhecem outros pela pratica? Vários níveis de amor para foder? E como gostam dos pais vêm dizer que há vários níveis de amor e que compreendem isso... lol para que gasto teclado a escrever isto. O que vale temos os heróis da marvell...

Minha mensagem final é simples: Nós somos bípedes de merda que descendem de uma espécie que andava pelas árvores. A única coisa que mudou é que já não andamos nas árvores.